segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O VELHO CHICO ESTÁ DOENTE - ÉLITON CUNHA

Lá vem meu velho Chico   Dividindo suas águas pra lá e pra cá   Tudo isso de um tempo para cá   O Velho Chico quase adoece.   Seu grito ninguém acata   Suas margens já não tem mata   Sem a mata o barro desce      Com toda pouca água que tem   Temos que plantar para poder comer   Se o pobre rio não pode mais correr   A indústria da seca não pode acabar   Pela ignorância daqueles que não sabem ler   A insanidade que o homem consegue ter   Esses sem vergonhas não se cansam de lhe matar.      Não mais que um fiapo de rio   Que a seca corta e evapora   Não temos nada para ver agora   Temos que acabar com toda essa agonia   Pra nunca mais seca ter   Basta dinheiro para que possamos ver   Essa tristeza transformar-se em alegria      Areia é o que se vê por demais   A maré bebendo toda sua água   Vendo o Velho Chico que agonizava   Agora vem em minha lembrança   O pouco que nele se plantava   Pois o povo dele muito cuidava   Sonhos que sonhei carregados de esperança.   Fonte: Recriação do poeta, página 69. Aracaju  2010.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

ANIVERSARIANTE PRESENTEIA

No dia 12 de agosto de 2010, quando completava 78 anos de idade, Éliton Cunha me presenteava com a obra Versos que Florescem. O aniversariante era ele e eu que ganhava o presente.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

ANIVERSÁRIO DO POETA

Amanhã, 12 de agosto, Éliton Cunha faria 79 anos de uma vida muito útil, dedicada a sua fé em Deus, a família, ao trabalho, aos amigos e por fim a poesia. Obrigada, poeta pelos anos que viveu entre nós.              MEUS POEMAS         No dia em que eu for embora,   Quem cuidará dos meus poemas?   E justamente nessa hora   Como terei que resolver este problema?   Agora sigo este caminho   Turbulento, acidentado e escuro, Contando a triste história que vivi.   Nas minhas noites de nostalgia,   Sinto-me como um barco perdido   Sem encontrar o caminho de volta. Éliton Cunha,  Recriação do Poeta, página 55.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Aracaju Graciosa - Éliton Oliveira Cunha

Aracaju, cidade linda e graciosa,  Cheia de muita vida e muita luz,  Jardim cheio de luz e cheiro de rosa,  O sol começa a dourar os céus azuis.  Pela sua vicejante paisagem/ Pela beleza que encerra/Aracaju tem uma bela imagem/ Paraíso que é esta bela terra.   A tarde enquanto o sol vai descendo,  Por trás dos cerros límpidos e nus,  É Aracaju que vai adormecendo,  Por entre doces ósculos da luz.   Viver em Aracaju é um privilégio, Maravilhoso é nela morar,  Falar mal de Aracaju é sacrilégio, Cidade mais bonita, creio que não há.  Salve, salve esta cidade querida, Aracaju que é saudade e poesia, Entre todas as cidades ela é minha preferida, Santuário nas noites chuvosas e frias.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

A eternidade do poeta

No dia 15 de junho de 2011, morre Éliton Oliveira Cunha. Seu sepultamento ocorreu na cidade de Propriá, cidade por ele  amada e onde era também muito amado. Foi pedido seu enterrar-se em Propriá. Sua partida deixa uma lacuna na cultura sergipana. Vai com Deus,poeta! Fica a saudade dos que o conheciam  e amavam e apreciavam as suas poesias. Fica também o compromisso de imortalizar o seu nome através da divulgação da sua obra.

domingo, 5 de junho de 2011

O arrebol? -Éliton Cunha

Fragmento da lembrancinha do I Sarau de Cultura " O Poeta,  o Vinho e o Violão" presidida pelo poeta Éliton Cunha.